É como se cada fabricante de carro usasse um combustível diferente, incompatível com o posto do vizinho: mais ou menos nisso que virou a indústria de robótica hoje, segundo a Arm -- hardware e software de dezenas de fornecedores que não conversam direito entre si.
Publicidade
Modo Vitta: Foco e EquilíbrioPara mentes que não param: alinhe tarefas, rotina, hábitos, foco e metas num só app.Ver no Google Play →
Pra tentar resolver isso, a empresa lançou o Arm Total Design for Physical AI, reunindo mais de 80 empresas que trabalham com robótica e "IA física" -- da fabricação de sensores ao software que roda dentro do robô. Entre os nomes que entraram no programa estão AWS, ECARX, Hugging Face, Liquid AI, NXP, PlusAI, Psyonic, QNX, Qwen, Siemens e Unitree Robotics.
Por que ninguém se entendia até agora
"Não existia um lugar onde as empresas pudessem se reunir e compartilhar tecnologia", explicou Dermot O'Driscoll, vice-presidente de go-to-market pra IA física na Arm. Segundo ele, robôs estão se espalhando rápido, mas a forma como a indústria fala sobre eles continua fragmentada -- cada fabricante com seu próprio vocabulário, sua própria pilha de software, seus próprios padrões.
Uma escala de 0 a 5 pra medir o quão "esperto" é um robô
Além do programa em si, a Arm apresentou o Robotics Capability Framework, uma escala de seis níveis (0 a 5) pra classificar a sofisticação de um sistema robótico. No nível 0 está o robô que só reage a estímulos seguindo regras fixas; no nível 5, sistemas que evoluem e se auto-otimizam sozinhos. A ideia é dar à indústria inteira um vocabulário comum -- hoje, nas palavras de O'Driscoll, "os robôs estão se multiplicando, mas o jeito que a gente fala sobre eles ainda é meio fragmentado".
Com um idioma compartilhado e um ecossistema de parceiros validando peças compatíveis entre si -- sensores, modelos de IA, hardware de computação, gêmeos digitais --, a aposta da Arm é que o desenvolvimento de robôs fique mais rápido daqui pra frente.