A Hirebotics já oferece um trilho linear que estende o alcance de seus robôs colaborativos, os cobots. A versão disponível tem posicionamento manual. A empresa também acrescentou rastreamento de linha ao Cobot Painter, seu robô de pintura. Com esse recurso, o robô pinta peças enquanto a esteira continua funcionando.
As duas novidades foram apresentadas em Chicago. Segundo Matthew Bush, CEO da Hirebotics, elas respondem ao mesmo problema, visto de dois lados. Para ele, a tarefa não cabe na área de trabalho fixa do robô. Num caso, diz Bush, a peça é grande ou difícil de manejar; no outro, ela não fica parada.
Mais alcance para peças grandes
Um robô da Hirebotics com força e potência limitadas tem alcance de 68,9 polegadas (175 centímetros). Uma armação de 12 pés (3,6 metros) ou um conjunto estrutural de 20 pés (6 metros) fica bem além desse alcance. O trilho permite que o robô se desloque ao longo da peça e alcance a seção seguinte sem que a peça seja reposicionada.
Segundo Bush, os clientes da empresa têm ficado cada vez mais criativos para alcançar peças grandes e difíceis de manejar. Eles usam fixação magnética, montagem invertida e posicionadores. Mesmo assim, diz Bush, ainda surgem aplicações que passam do alcance fixo do robô. Para ele, o trilho transforma essa engenhosidade dos clientes em uma oferta padrão da Hirebotics.
O trilho é oferecido em incrementos de 5 pés (1,5 metro) ou em comprimentos sob medida. Segundo a empresa, ele foi projetado para funcionar nas aplicações da Hirebotics, entre elas soldagem, corte a plasma e pintura.
Bush citou estaleiros e fabricação naval, fabricação estrutural e pesada, carrocerias de caminhão e reboques como setores em que o trilho é especialmente útil. Também mencionou equipamentos agrícolas e de construção, além de tanques e reservatórios. Todos trabalham com peças e conjuntos longos, grandes ou difíceis de mover, segundo o executivo.
O trilho também pode ampliar os fluxos de trabalho A/B, diz Bush. Nesse arranjo, o robô pode trabalhar de um lado enquanto um operador descarrega e prepara a próxima peça do outro. Quando a primeira operação termina, o robô pode passar ao lado oposto. Segundo Bush, esse fluxo já é possível sem trilho. O deslocamento linear, diz ele, estende a ideia a peças maiores e a áreas de trabalho fora do alcance fixo de um robô.
Pintura com a esteira em movimento
No Cobot Painter, um sensor detecta a peça que chega e inicia a operação automaticamente. Sensores acompanham o movimento da esteira e passam ao robô a informação de que ele precisa para responder à produção em movimento. O robô mantém o trajeto de pintura programado em relação à peça e compensa as mudanças de velocidade da esteira.
Fundada em Nashville em 2015, a Hirebotics tem no portfólio sistemas de soldagem, corte a plasma e pintura movidos pela plataforma Beacon. Sistemas tradicionais de rastreamento de linha podem exigir programação e integração especializadas. A Hirebotics diz que o sistema dela funciona dentro da Beacon, que é baseada na nuvem e dispensa escrever código. A calibração, feita pela Beacon, ensina ao robô a direção e o movimento da esteira.
Segundo Bush, o rastreamento de linha serve a operações de pintura e revestimento em esteira. Nelas, diz ele, parar a linha ou tirar cada peça para acomodar um robô fixo acrescentaria manuseio e interromperia o fluxo da produção.
No trilho com posicionamento manual, diz Bush, a Beacon pausa o processo quando o robô precisa se mover e pede ao operador que o reposicione. O próximo passo, diz ele, é a plataforma verificar se o robô está na posição correta antes de o trabalho continuar. A meta, segundo ele, é que ela controle esse movimento sozinha até o fim de 2026.
