A OpenAI lançou o GPT-6.1 Terra, modelo de inteligência artificial de porte médio feito para tarefas de escritório e para controlar programas de forma automática. Quem usa o modelo pela API, a porta pela qual outros programas o acessam, paga metade do que pagava pelo antecessor, o GPT-5.6 Terra.
A OpenAI apresenta o Terra como especialmente forte no controle automático de programas. Segundo a empresa, no teste Agents' Last Exam o Terra empata com o GPT-6 Astra, um de seus modelos maiores. O preço por token, a unidade de texto pela qual o uso é cobrado, é um décimo do dele. Ainda segundo a OpenAI, ele termina as tarefas mais de três vezes mais rápido que o GPT-6 Astra e o GPT-6.1 Sol.
Na comparação da empresa com o Claude Opus 5.5 no esforço máximo de raciocínio, o Terra usa tokens com eficiência mais de três vezes maior, a um quarto do preço. Pelas contas da OpenAI, o custo por tarefa fica cerca de nove vezes menor.
Na tabela, o Terra cobra US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 5 por milhão de saída. O Claude Sonnet 5.5, da linha intermediária da Anthropic, custa US$ 2 e US$ 10; o GPT-5.6 Terra, US$ 2 e US$ 12.
Os analistas da Artificial Analysis chamam o modelo de nova referência em inteligência por dólar. No esforço máximo de raciocínio, ele ganha 6 pontos sobre o antecessor num índice de inteligência. O custo por tarefa cai a menos de um terço: US$ 0,40, contra US$ 1,40.
Os testes mostram também menos respostas inventadas. No AA-Omniscience, um teste privado, o Terra chuta em 38% das vezes em que não sabe a resposta; o GPT-5.6 Terra chutava em 88%. A precisão subiu dois pontos.
Na ficha técnica, o Terra barra 98,8% dos ataques de injeção indireta, em que instruções maliciosas vêm escondidas em conteúdo de terceiros. O GPT-5.6 Terra barrava 96,2%. O Terra também atinge o patamar “crítico” de cibersegurança definido pela própria OpenAI e herda as proteções do GPT-6 Astra.
Para o trabalho comum, a OpenAI diz que o modelo junta raciocínio visual rápido, controle preciso do computador e escrita mais natural. Os exemplos vão de redigir propostas a interpretar desenhos técnicos e preencher formulários. O Terra já está disponível para usuários Plus, Pro, Enterprise e Edu no ChatGPT Work e no Codex, além da API.
Na programação, o Terra resolve 50,3% das tarefas do teste Terminal-Bench 4.0 no esforço máximo, contra 21,5% do GPT-5.6 Terra. Para a Artificial Analysis, o salto põe o modelo no mesmo nível do GPT-6.1 Sol.
No teste de programação científica Terminal-Bench-Science 0.1, o Terra supera o Sol com custo menor. Também fica a cinco pontos do Claude Opus 5.5, por menos de um quinto do custo estimado. Para as tarefas de programação mais exigentes, porém, a OpenAI ainda recomenda o GPT-6.1 Sol e o GPT-6 Astra.
